O manto vermelho ao redor de Deus — com os anjos, as dobras, as figuras — não era apenas composição artística. Era a reprodução anatomicamente precisa de um corte transversal do cérebro humano. Sulcos, lobos, tronco encefálico, glândula pituitária. Cada estrutura no lugar certo.
Michelangelo, que dissecava corpos secretamente para entender o que havia dentro deles, escondeu o cérebro humano dentro da figura do divino — no lugar mais sagrado do cristianismo, à vista de todos, por cinco séculos.
